Bariátrica – basta querer?

18 de setembro de 2019

Você sabia que o brasileiro nos últimos anos adquiriu hábitos mais saudáveis, incorporando melhores alimentos e atividade física em seu cotidiano?

 

Embora isto tenha ocorrido o Ministérios da Saúde mostrou em uma pesquisa que o número de obesos no país aumentou cerca de 67,8% entre 2006 e 2018, e esse número foi maior entre adultos de 25 a 34 anos com 84% dos pesquisados e 35 a 44 anos com 81%.

 

A obesidade

 

A obesidade é considerada, hoje em dia, uma doença que se caracteriza pelo acúmulo de gordura corporal no indivíduo e normalmente, embora existam outros métodos, o diagnóstico é feito utilizando-se o parâmetro de índice de massa corporal (IMC), que calcula o índice de uma pessoa utilizando peso e altura. Os valores encontrados mostram o grau em que o indivíduo se encontra, grau I, grau II ou grau III.

 

Uma grande preocupação, não menosprezando os outros níveis, é quando um indivíduo se encontra no grau III, ou seja, com um índice maior ou igual a 40. Classificado como obesidade mórbida, este grau representa um acúmulo excessivo de gordura, tornando o estado do indivíduo bastante grave, podendo ele diminuir seu tempo de vida por conta das complicações que lhe trará.

 

Muitos indivíduos que se encontram nessa condição decidem dedicar-se fortemente a prática de atividade e a uma dieta adequada e conseguem assim reduzir seu peso, mudando drasticamente sua forma física, porém grande parte ou não consegue somente através de dieta e exercícios ou não consegue se engajar nesta jornada que é bastante difícil.

E qual seria uma outra alternativa?

 

A alternativa, então, está num processo também não muito fácil, a cirurgia bariátrica. O Ministério da Saúde aponta questões importantes para que alguém possa ser candidato à cirurgia bariátrica que são:  ela é indicada para indivíduos que apresentem IMC≥50 Kg/m2, ou indivíduos que apresentem IMC≥40 Kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no tratamento clínico longitudinal realizado na Atenção Básica ou na Atenção Ambulatorial Especializada, por no mínimo dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos e, ainda, indivíduos com IMC>35 kg/m2 e com comorbidades, tais como pessoas com alto risco cardiovascular, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono, doenças articulares degenerativas, sem sucesso no tratamento clínico longitudinal realizado por no mínimo dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos.

 

É importante salientar que a recomendação é que o indivíduo tenha tentado estes outros meios por, na tentativa de mudar seus hábitos alimentares e de atividade física, ter acompanhamento psicológico e se necessário uma farmacoterapia.

 

Tomando a decisão

 

 

Quando decidido da cirurgia, não somente o indivíduo, mas seus familiares devem estar envolvidos para que haja o sucesso do procedimento. Esse sucesso deve-se as questões antes, durante e depois da cirurgia, que se refere ao apoio familiar.

Após a cirurgia, tem-se uma redução drástica do peso corporal e é nesse momento que muitos pensam que já deu tudo certo. E ao contrário, este é um processo para uma vida inteira.

Como antes da cirurgia é necessário a prática de atividade física, acompanhamentos médico e psicológico/psiquiátrico e nutricional, após a cirurgia todos eles são extremamente importantes para o sucesso final.

 

Imagine você durante muito tempo de sua vida pesando mais que 150 quilos e em alguns meses ir para 70 quilos ou menos. Muitas coisas mudarão em seu corpo e em sua mente, e você precisará de suporte para essas mudanças. Em minha experiência, tudo pode vir por “água abaixo” por um simples descuido.

 

Costumo dizer que o mundo estará contra você, simplesmente porque eles ainda não conhecem a pessoa que você quer se tornar. Te oferecerão comida o tempo todo, dirão que está emagrecendo demais, dirão que parece doente, dirão que está obcecado (a).

 

Seus novos hábitos não serão coisas do outro mundo, serão normais, claro após um tempo. Alimentar-se será algo também prazeroso. Não será de restrições, mas sim de coerência. Pense, o que é normal, comer vários pães por que são gostosos, porque coloco manteiga, geleia, queijo, ou comer exatamente a quantia que precisamos para nos satisfazer, degustando e entendendo que é somente aquilo que nosso corpo precisa. Na verdade, aprendemos a não mais exagerar.

Então pense antes de tomar sua decisão, tente tudo que puder, e quando a decisão for feita lembre-se que não é um caminho curto, é sim um outro caminho, tão difícil quanto outros, mas que se levado à risca lhe trará excelentes resultados e mais, busque profissionais qualificados que possam te ajudar.


emerson moreira

emerson moreira

  • Educador físico com mais de 25 anos de experiência com atividades físicas
  • Especialista em biomecânica, treinamento, bioquímica, fisiologia do exercício e nutrição desportiva
  • Desenvolvo atividades com grupos especiais de idosos, crianças e adolescentes
  • Assessoria de treinamento online
  • Personal training presencial