Força Muscular e Envelhecimento

24 de março de 2019

A população mundial acima dos 60 anos tem aumentado de forma expressiva nos últimos anos e por volta de 2050 passará de 11% para 22% com um número de aproximadamente 2 bilhões de pessoas idosas, dos quais 400 milhões estarão acima dos 80 anos. Ainda, cerca de 80% desta população será de condições de baixa e média renda. Tal aumento é certamente devido ao aumento da expectativa de vida das populações devido aos avanços tecnológicos e da medicina. O aumento da expectativa de vida não deveria ser visto como um problema se não estivesse associado à uma série de fatores advindos do envelhecimento como um aumento das patologias crônicas e um aumento na prevalência da inaptidão física ou prejuízos da mesma. Envelhecer nos traz prejuízos na visão, na audição, declínio cognitivo, problemas musculoesqueléticos, fragilidade e sarcopenia. A consequência disto é que por volta de 2050 teremos um número quatro vezes maior que hoje em dia de pessoas idosas que necessitarão de cuidados devido à perda da independência funcional.

O envelhecimento está associado às mudanças na composição corporal como o aumento de tecido adiposo e uma redução dos tecidos muscular e ósseo, levando à prevalência de limitações de mobilidade. A força muscular é um grande preditor das limitações funcionais, da velocidade da marcha, do aumento do risco de queda, hospitalização e risco de morte.

Estudiosos buscam entender como a perda da força acontece e a que ela está relacionada. Sabe-se que ela não pode ser explicada por um único fator. Muitos estudos mostram outros fatores como mudanças no sistema nervoso central, disfunção periférica de nervos, alterações na estrutura e função das junções neuromusculares, infiltração de adipócitos, e ainda um número de mudanças a nível celular e molecular da fibra muscular. Todos estes fatores conjuntamente trariam prejuízos a geração de força.

Independentemente dessas alterações, muitos outros estudiosos têm utilizado em suas pesquisas indivíduos acometidos por prejuízos na força aplicando protocolos de treinamento físico. Tais estudos demonstram que, independentemente da idade, há um aumento da força muscular. Certamente envelhecer acarreta degenerações profundas em todo nosso sistema. Envelhecemos não somente pele e cabelos, mas sim a nível celular e molecular. Porém os estímulos gerados com o treinamento físico parecem retardar, ou amenizar tais mudanças.

Então não espere envelhecer! Comece agora a praticar exercícios físicos para ter uma velhice de qualidade e independente!!!


emerson moreira

emerson moreira

  • Educador físico com mais de 25 anos de experiência com atividades físicas
  • Especialista em biomecânica, treinamento, bioquímica, fisiologia do exercício e nutrição desportiva
  • Desenvolvo atividades com grupos especiais de idosos, crianças e adolescentes
  • Assessoria de treinamento online
  • Personal training presencial